Palacete das Artes
O Palacete do Comendador Bernardo Martins Catharino, também chamado de “Villa Catharino” teve seu projeto arquitetônico arrojado e inovador, idealizado pelo arquiteto Rossi Baptista e decorado por Oreste Sercelli, sendo concluído em 1912.
Expressando a ânsia que a burguesia baiana tinha por modernização ao modo dos ingleses e franceses; o chamado “Palacete Catharino”, situado no bairro da Graça, representa o forte poder econômico de algumas famílias baianas, e nesse caso específico, evidencia a grandeza artística de uma obra arquitetônica monumental, onde mais que residência, serviu também, como instrumento raro de fruição artística para os habitantes da antiga Cidade da Bahia.
No início da década de 1980, o tombamento da “Villa” ou Palacete Catharino foi proposto pelo antropólogo Thales de Azevedo e aprovado pelo Conselho Estadual de Cultura, tornando-se o primeiro imóvel de estilo eclético tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC).
Após o tombamento, o Palacete abrigou a Secretaria Estadual da Educação e Cultura e os Conselhos Estaduais de Educação e de Cultura, até ser destinado a sediar o Palacete das Artes Rodin Bahia, em 2003.
Para esta finalidade, o prédio foi escolhido por um conjunto de características favoráveis, sendo uma delas o fato de guardar uma relativa semelhança com o Hotel Biron, local onde está instalado o Museu Rodin Paris (edificação do século XVII), uma vez que o estilo eclético guarda fortes referências arquitetônicas francesas.
Com o novo uso proposto, o Palacete recebeu um grande projeto de restauração e adaptação, com redimensionamento de alguns espaços internos e recuperação de todos os seus elementos estruturais e decorativos. Adaptou-se à mansão um anexo, de traços arquitetônicos modernos, projetado pelos arquitetos Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci, que passou a ser chamado de Sala Contemporânea, destinada a abrigar exposições temporárias. Um projeto bem sucedido, que, em 2006, recebeu o primeiro lugar da Bienal de Arquitetura da Venezuela e o segundo lugar na Bienal de Arquitetura Argentina.
Também foram incorporadas aos jardins do Palacete quatro peças do escultor Auguste Rodin, adquiridas junto ao Museu Rodin Paris, que passaram a embelezar sobremaneira a espacialidade do museu.
Durante 03 anos (2009 a 2012), o museu abrigou o acervo de 62 peças em gesso do escultor francês Auguste Rodin, em regime de comodato, visando uma cooperação cultural de amplo espectro entre os governos da Bahia e da França, com o objetivo de instalar a exposição Auguste Rodin, homem e gênio, no Palacete, acompanhada de intenso trabalho educativo e sociocultural para públicos diversos.
A partir desse momento, o museu torna-se referência internacional nas artes plásticas, estimulando e incentivando novos processos de criação artística e intercâmbios entre museus de arte brasileiros.
Sua programação, gratuita, é voltada para o trabalho com o patrimônio cultural e tem como missão difundir a cultura e as artes moderna e contemporânea, com ética, responsabilidade e dinamismo, por meio de ações de preservação, pesquisa, educação, exposição e democratização do acesso aos seus produtos, com o objetivo principal de compartilhar conhecimentos e experiências a uma diversidade de públicos, buscando a excelência a serviço da sociedade.
Ao longo de quinze anos de fundação, o Palacete das Artes tornou-se atrativo ao público, recebendo mais de 100 mil visitas anualmente. Esse feito foi conquistado graças a um investimento educativo e cultural, que garantiu tanto a frequência, como deu mais visibilidade ao museu. No Palacete das Artes, além das exposições que habitualmente compõem a agenda, há projetos consolidados pelo público, como os projetos Cinema no Palacete, “Trocando Palavras” (encontro literário que tem como pano de fundo uma espécie de feira para a permuta de livros, e é apoiada por diversos outros eventos, tais como palestras, oficinas, saraus de poesias, vídeos, lançamentos de livros) e “Domingos Musicais” (Criado em 2007 para valorizar artistas baianos, através da música popular e erudita, além de ampliar as possibilidades do público ao acesso à cultura), além de apoiar projetos como o “Luditroca Presencial” e “Troca de Brinquedos”, que chega a reunir mais de 1000 frequentadores em um único dia.
Visitação do museu
Museu fechado para a visitação
Endereço
Rua da Graça, 284 , Graça
Telefone
3117-6987
Atualmente, o museu passa por reformas e os espaços expositivos estão fechados para visitação






