Jardins do Palacete

Os jardins do Palacete integram o imaginário dos visitantes, com suas árvores centenárias e espécies diversas de flora nativa, que abrigam quatro esculturas, em bronze, do escultor francês Auguste Rodin, além de esculturas de Bel Borba e de Mario Cravo Jr.

Maria Helena - Diretora do Museu

Entre as obras de Rodin, adquiridas junto ao Museu Rodin Paris, temos : O HOMEM QUE ANDA SOBRE COLUNA, A MÁRTIR, JEAN DE FIENNES NÚ e O TORSO DA SOMBRA.

Já as obras de Mario Cravo Jr expostas nos Jardins do palacete, são originarias da antiga sede dos Correios que ficava no bairro da Pituba e foram doadas para o Estado da Bahia por meio do Ipac. São elas: Oxalá, Exu e Yemanjá.

Espaço fechado à visitação presencial.

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Obras selecionadas

O homem que anda sobre a coluna - 1877 bronze
O homem que anda sobre a coluna - 1877 bronze

O homem que anda sobre a coluna - 1877 bronze

Realizado a partir de um torso, estudo para São João Batista e de pernas reduzidas como São João Batista, O Homem que anda foi exposto pela primeira vez em 1900. Ele foi aplicado em 1905-1906 e a grande versão foi mostrada no Salão de 1907.

Não se sabe como ele foi apresentado em 1900, mas desde a exposição em Praga em 1902, depois em 30 de junho de 1903, na ocasião do banquete organizado em Vélizy para a promoção de Rodin ao grau de Comandante da Legião de Honra, ele aparece em pé no alto de uma coluna.

Este tipo de montagem foi frequentemente realizado por Rodin a partir de 1900. Este conjunto espetacular permite dar ao Homem que anda, na pequena versão, o lugar de destaque que ele ocupa na obra de Rodin.

A mártim - 1885 bronze
A mártim - 1885 bronze

A mártim - 1885 bronze

A Mártir aparece sob diversas formas na Porta do Inferno, para o qual ela foi sem dúvida destinada desde sua origem. Pode-se imaginar que Rodin teve primeiro a ideia de fixá-la em posição vertical contra um plano de fundo da Porta, como se ela flutuasse no espaço imaterial do Inferno. Foi apenas em um segundo momento, após ter descoberto a espécie de abandono ou mesmo de abatimento que oferece este corpo quando acrescentado uma base sobre a qual repousa, para fazer uma Mártir dita às vezes Mártir Cristã.

Jean de Fiennes nú - 1886 bronze
Jean de Fiennes nú - 1886 bronze

Jean de Fiennes nú - 1886 bronze

O sacrifício heróico dos Burgueses de Calais, um dos mais célebres episódios da história francesa, aconteceu durante a Guerra dos Cem Anos entre os reis da França e da Inglaterra. Em 1347, o rei da Inglaterra, Eduardo III, sitiando o porto de Calais, no norte da França, só aceitou poupar a cidade com a condição de que seis de seus signatários se apresentassem para entregar-lhe a chave da cidade antes de serem executados. O mais rico dos burgueses, Eustache de Saint-Pierre e cinco de seus pares, dirigem-se ao acompanhamento do rei da Inglaterra, convencidos de que o sacrifício de suas vidas salvaria a cidade. Por sorte, a esposa do rei conseguiu que Eduardo III indultasse os seis homens e a cidade foi salva.

Jean de Fiennes, abrindo os braços, simboliza a juventude sacrificada num ato heróico.

Em 1884 a cidade de Calais encomendou a Rodin uma escultura para comemorar este ato heroico. O "Monumento aos Burgueses de Calais" só foi inaugurado em junho de 1895.

O torso da sombra - 1901 bronze
O torso da sombra - 1901 bronze

O torso da sombra - 1901 bronze

Em 1876 Rodin executa o Adão que em 1880, na ocasião de suas pesquisas para a Porta do Inferno, se torna a Sombra com uma pose um pouco menos contorcida, mas com o modelado bastante acentuado. O Torso representado aqui corresponde certamente a uma das etapas das pesquisas, cuidadosamente conservado por Rodin.

"Apenas fragmentos, lado a lado, metros a fio. Uns do tamanho da mão, outros maiores, mas, apenas pedaços... Porém, quanto mais olhamos, mais profundamente sentimos que tudo seria menos inteiro se cada figura fosse completa. Cada um desses pedaços possui uma coerência tão excepcional e tão tocante, cada um é tão incontestável e pede tão pouco para ser completado, que esquecemos que são apenas partes".

Rainer Maria Rilke, Carta à Clara, 2 de setembro de 1902

Oxalá - Mario Cravo Jr
Oxalá - Mario Cravo Jr

Oxalá - Mario Cravo Jr

A peça, com 3 metros e 20 centimetros, que ficava na área externa do prédio dos Correios na Pituba, junto a outras duas representações de orixás (Exu e Iemanjá), teve a recuperação executada pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), sob coordenação do artista e servidor João Moura.

O trabalho realizado no Oxalá incluiu a reconstrução da cabeça, do braço direito e das vigas estruturais, além do jateamento de areia (retirada da camada oxidada na superfície da escultura) e recomposição de parte dos adereços e vestimentas.

Um abaixo-assinado virtual, que ganhou adesão de artistas e intelectuais da cidade, pedia o tombamento das obras. O texto do documento afirmava que: "O conjunto escultórico encomendado pela empresa Correios é o que de mais belo realizou Mário Cravo para a cidade de Salvador. O próprio artista reconheceu ser o Exu dos Correios a obra 'mais importante que fez em sua vida'"

Exu - Mario Cravo Jr.
Exu - Mario Cravo Jr.

Exu - Mario Cravo Jr.

A peça ficava na área externa do prédio dos Correios no bairro da Pituba, junto a outras duas representações de orixás (Oxalá e Iemanjá).

Um abaixo-assinado virtual, que ganhou adesão de artistas e intelectuais da cidade, pedia o tombamento das obras. O texto do documento afirmava que: "O conjunto escultórico encomendado pela empresa Correios é o que de mais belo realizou Mário Cravo para a cidade de Salvador. O próprio artista reconheceu ser o Exu dos Correios a obra mais importante que fez em sua vida"